Fiquem atentos com a Doença do Carrapato!!
No post anterior, sobre cuidados com os pets no verão, eu havia alertado sobre a importância dos cuidados com o controle dos carrapatos. Não só pelo fato desses aracnídeos sugarem sangue dos cães, mas principalmente por eles serem responsáveis pela transmissão da famosa ‘doença do carrapato’, tecnicamente chamada de Erliquiose.

Funciona como a Dengue para a gente: o mosquito Aedes aegypti é o vetor que transmite o vírus da dengue. Já para os cães, o carrapato Rhipicephalus sanguineus transmite a Erlichia canis (a espécie mais comum das Erlichias aqui no Brasil).

Contaminação
O carrapato ataca um cão já contaminado pela Erlichia e passa a ser vetor da doença para outros cães sadio. O cão pode apresentar diferentes estágios da infecção:

Subclínico: nenhuma alteração clínica e carrapatos frequentemente ausentes nos animais.

Agudo: febre, perda de peso, falta de apetite, dificuldade respiratória, infestação por carrapatos mais presente, sangramento nasal e urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele.

Crônico: carrapatos ausentes, depressão, mucosas pálidas, perda de peso, evidências de hemorragias, dificuldade respiratória, entre outros.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito pelo médico veterinário por meio do exame de sangue e de testes sorológicos mais específicos. Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

Tratamento
 A doença é tratada em todos os estágios e são usados antibióticos para o combate. Dependendo da gravidade, também é necessário soro e transfusão de sangue.

Prevenção
Como não existe vacina para essa doença, a única forma de prevenir é combatendo o carrapato com o uso de carrapaticidas, coleiras e produtos preventivos, além do controle da infestação no ambiente.
Os produtos mais eficazes no mercado são o Frontline da Merial (http://www.frontline.com.br/) e o Advocate Max 3 da Bayer (http://www.bayerpet.com.br/produtos/amigo.aspx?especie=1&categoria=2&produto=297). Os preços dos produtos variam de acordo com o tamanho do animal a ser tratado.
Então fica a dica: fiquem sempre de olho no aparecimento de carrapatos nos pequenos!
Marcella Sanches Paes de Barros – Medica Veterinária
Especialista em Acupuntura e Fisioterapia Veterinária
Telefone: (13) 8135-7203

Theo passeia na praia após se recuperar da doença